segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Peru 2008

Segue abaixo mais um relato da terceira temporada peruana do nosso amigo Fred Schmidt.....

Rio, 22/12/2008

PERU: OLAS DE SUEÑOS

Estou de volta ao Rio depois de mais uma investida pelas ondas do norte do Peru..... e como de costume, as ondas estavam perfeitas! Fiquei muito feliz por ter tido a sorte de pegar 2 swells clássicos que atingiram a costa peruana no fim de novembro e início de dezembro. O primeiro de sul e o segundo de norte, mas ambos de qualidade e que nos proporcionaram momentos mágicos de alegria e satisfação. Bom também estar entre amigos, curtindo cada onda surfada e contemplando a natureza cheia de vida, que se mostra de diferentes formas.

Imprescindível foi ficar hospedado na frente de um desses picos que surfamos, pois o surf vem crescendo muito por lá, e conseqüentemente, o crowd aumentou, e muito. Há 3 anos atrás, quando estive no norte do Peru, era possível surfar na temporada com apenas 2 ou 3 amigos, porém, hoje as coisas estão diferentes por lá. Pode ser pelo fato de já estarmos em dezembro, início das férias para alguns e também quando muitos migram para as praias para passar o verão relaxados e aproveitando as boas ondas de norte.

A rotina era acordar antes do sol sair, checar as ondas de cima do cliff, comer uma fruta e descer para mais uma bela manhã de surf em condições extraordinárias.... nada de vento, mar glassy e ondas de 2 metros bombando. Tínhamos que aproveitar bem a primeira meia hora de surf, pois aos poucos o crowd ia se formando. Esse pico tem fundo de pedras, o que proporciona a perfeição das ondas. Uma onda forte, com drop vertical, rápida, relativamente longa e tubular... um sonho! Destaque para 2 surfistas locais (meu amigo Cesar Aspillaga – também conhecido com Mr Tubo, ou ainda, El Chato – e Titi de Cole), que conheciam a onda como ninguém e pegavam tubo atrás de tubo..... O swell de norte durou alguns dias, mas os 3 primeiros dias desse swell foram sem dúvida os melhores dias de surf da viagem.

Normalmente o vento começa a soprar por volta das 11h, mas a princípio, uma leve brisa. Porém, em algumas horas o vento aumenta e prejudica a formação das ondas, forçando todos a saírem da água. Aproveitávamos para tomar o desayuno e descansar um pouco. No meio da tarde o vento começa a diminuir e é hora de voltar pra água para fazer um treino em um outro tipo de onda, que demanda habilidade e muito equilíbrio do surfista, pois ela é bem cheia após um drop em cima das pedras.... fazendo com que o surfista tenha que mexer bastante a prancha para projetá-lo até a parede lisa e extensa. Quando a onda encaixa na bancada de areia do inside, ela dobra de tamanho e acelera.... vira uma pista de corrida boa para manobrar.

No fim do dia era hora de fazer uma bela refeição para reaver a energia gasta no mar. Deliciosos frutos do mar preparados de diversas maneiras (saltado, a la plancha, marinado, chaufa, etc).... peixe, camarão, polvo, mariscos e etc.... tem pra todo gosto. Os ceviches são obrigatórios!!!





Quanto ao swell de sul, este é um capítulo a parte..... já que não optamos por ficar hospedados nessa outra praia, onde o swell bombou ondas perfeitas e com tamanho, tínhamos que encarar a estrada de taxi. 70km que se traduziam em 1h de estrada por uma paisagem desértica, que mais parecia Marte. Mas valia a pena! Só de chegar lá e ver aquela máquina de ondas funcionando já era suficiente para esquecermos toda a longa e chata viagem de carro. O swell de sul perdurou por vários dias, sendo que nos seus maiores dias, as ondas estavam com cerca de 2,5m. Um espetáculo da natureza.... séries de ondas perfeitas e lisas, “marchando” alinhadas e em velocidade por uma longa extensão. Imagens absurdas tanto de fora, quanto de dentro d’água. Tubos perfeitos rodando por diversando metros, paredes intermináveis para manobrar e uma vida marinha abundante. Fui surpreendido por um grande grupo de golfinhos que passou a menos de 0,5m de mim e ficou me rodeando..... um presente de Deus! O mais inconveniente dessas seções de surf era a temperatura da água que era um pouco fria para nossos padrões brasileiros. O vento também era frio e no rosto, mas não prejudicava muito a beleza das ondas.....



Valeu a pena voltar ao Peru para surfar e me divertir no mar do Pacífico, além de rever uma família de amigos que me hospedou da outra vez. Quando puder estarei lá de novo!

Peru.... siempre buenas olas!

Fred Schmidt
ASR – Associação de Surf da RaSSa

3 comentários:

Fred Schmidt disse...

Valeu pela moral GD (Gordo da Divinéia)! Altas ondas no PERU... quero ver você lá na próxima trip.

Abraço,
Fred Schmidt
ASR - Associação de Surf da RaSSa

Divinéia Surf Clube disse...

Valeu chefe!!! Teus relatos são sempre muito bem feitos e nos levam a viajar pela mente, imaginando-nos a surfar essas olas.

Já pensastes em escrever um livro sobre viagens??? Pense nisso...keep walking...aloha...peace...save the mother nature....GD

Gui Schmidt disse...

Irado Fred...só falta juntar com seus outros relatos e tá feito o livro.
Foto para ilustrar é que não vai faltar!
Abraços

Gui